TV CONTRARIA CRISE MAS PAPEL PERDE

O número de canais no mercado da televisão por subscrição tem aumentado nos últimos anos
O número de canais no mercado da televisão por subscrição tem aumentado nos últimos anos
O número de canais no mercado da televisão por subscrição tem aumentado nos últimos anos
O número de canais no mercado da televisão por subscrição tem aumentado nos últimos anos

De 2008 a 2012 encerraram 645 títulos em papel e em suporte digital, a maioria por questões de sustentabilidade financeira, revela um relatório da Entidade Regulador a para a Comunicação Social (ERC). Já a televisão tende a contrariar a crise, com mais canais a terem surgido nestes anos, entre os quais a CMTV, a celebrar três meses de emissão, no MEO (posição 8).
A maioria das publicações que fecharam tinham tiragem nacional e localizavam-se no litoral do País: Lisboa, Porto, Setúbal e Faro.
De acordo com o regulador, 2008 foi o ano que teve mais encerramentos, justificados com “o começo da crise”.
O cenário das rádios em Portugal é semelhante ao das publicações em papel, tendo o regulador registado a cessação de oito estações entre 2011 e 2012.
De acordo com o estudo da ERC, a oferta televisiva tem vindo a crescer nos últimos anos, apresentando uma diversidade de novos serviços e programas que refletem as potencialidades do mercado de televisão por subscrição, possíveis graças às inovações tecnológicas e à alteração das regras em matéria de legislação.
Curiosamente, nos últimos anos a ERC tem registado um aumento no número de pedidos para a criação de web tv – muito potenciado pelo avanço das tecnologias – mas após analisar os requisitos exigidos, o regulador verifica que são nulos. “Ser linear e ter um conteúdo coerente são os requisitos principais”, explica ao CM Ana Mira Godinho, especialista da ERC.