FMI CORTA 10% NOS SALÁRIOS DO ESTADO

46% dos cortes na despesa são suportados por funcionários públicos
46% dos cortes na despesa são suportados por funcionários públicos
46% dos cortes na despesa são suportados por funcionários públicos
46% dos cortes na despesa são suportados por funcionários públicos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que “para haver uma reforma do Estado credível” é preciso cortar nos salários dos funcionários públicos e nas pensões. Para os trabalhadores da Administração Pública, os ordenados devem descer 10% e as reformas do Estado vão baixar para cerca de 80% do último salário. Quem já está aposentado não tem, contudo, garantias de que não venha a sofrer ainda mais cortes.
“Existe um prémio de 10% nos salários dos funcionários públicos relativamente ao setor privado, uma diferença que é ainda maior nos vencimentos mais baixos. Não me parece que seja possível uma reforma credível sem estes passos”, afirmou ontem Abebe Selassie. O chefe da missão do FMI na troika que acompanha o resgate a Portugal explicou por telefone a partir de Washington que um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) vai para gastos com pensões e quase um décimo para salários no Estado, uma situação que considera insustentável para o reequilíbrio das contas públicas. Selassie criticou ainda a ineficácia do Estado português, porque, apesar dos gastos com pensões serem elevados, “não consegue combater a pobreza na terceira idade”.