Governo canadiano convocou cimeira nacional sobre antissemistimo

Foto: David Holifield/Unsplash
Foto: David Holifield/Unsplash

O Governo canadiano convocou uma cimeira nacional sobre antissemitismo depois de um aumento de incidentes de ódio no país. O objetivo é permitir que os membros da comunidade falem diretamente com as lideranças políticas do país num ambiente livre e seguro.

A crescente onda de racismo e crimes de ódio no Canadá, que inclusive já fizeram mortos, tem causado preocupação entre as várias lideranças canadianas. E foi por isso que tiveram como missão criar medidas para dar resposta ao problema que tem manchado o lema multicultural do país.

Foi assim que a ministra da Diversidade e Inclusão, Bardish Chagger, anunciou a cimeira nacional com o tema do antissemitismo, convocada pelo Governo federal, e que contou com a participação do primeiro-ministro Justin Trudeau, entre muitos outros.

Realizada na tarde de quarta-feira, a cimeira permitiu que os membros da comunidade judaica pudessem interagir abertamente com várias lideranças políticas canadianas num ambiente seguro para todos.

Segundo a ministra da Diversidade e Inclusão, a conferência virtual teve como objetivo transformar ideias em ações, de modo a implementar políticas que reflitam a diversidade do Canadá.

A reunião também contou com a presença de Irwin Cotler, o representante canadiano da preservação da memória do Holocausto e de combate ao antissemitismo no país. Cotler falou sobre o aumento da discriminação antissemita que ocorre não apenas no Canadá, como também internacionalmente.

O representante judeu propôs um plano de ação de 10 medidas para combater o antissemitismo no país. Segundo Irwin Cotler, a comunidade judaica é alvo de ameaças nos bairros onde residem e que lugares como sinagogas, memoriais e instituições têm sido atacados e vandalizados.

O plano proposto pede que o Governo ordene e implemente um plano de ação nacional abrangente para combater a discriminação antissemita, aumentando a segurança e a proteção das instituições judaicas, incluindo sinagogas, escolas, centros comunitários e locais memoriais. O plano também pede mais recursos para a educação sobre o Holocausto e o antissemitismo.

De acordo com os dados da B’nai Brith Canada, uma organização judaica de direitos humanos, foram registados mais de 2600 incidentes antissemitas em 2020. E, pelo quinto ano consecutivo, o país bate um recorde na discriminação contra a comunidade judaica em relação ao ano anterior. E quase metade desses incidentes estavam relacionados com a Covid-19, que incluíram agressões impulsionadas por teorias da conspiração antissemitas.