Lote suspeito da Astrazeneca não chegou ao Canadá

FOTO: CORREIO DA MANHÃ
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O Canadá não recebeu nenhuma vacina da AstraZeneca que fazia parte do lote suspeito e que está agora a ser analisada pela Agência Europeia do medicamento. Quem o garante é a Health Canada que diz ter sido informada pelas autoridades do Velho Continente.

A Health Canada deixa a garantia de que nenhum dos lotes suspeitos da vacina da AstraZeneca foi enviado para o Canadá. As autoridades disseram ter sido informadas pela EMA, que é a Agência Europeia de Medicamentos, depois de vários países da Europa terem interrompido o uso de lotes específicos da vacina inglesa. Pelo menos enquanto aguardam o resultado da investigação do organismo europeu.

A notícia chega ao Canadá, horas depois da AstraZeneca ter avançado para uma revisão. A mesma nota garante que as mais de 17 milhões de pessoas vacinadas em toda a União Europeia e no Reino Unido com a vacina da AstraZeneca não mostraram nenhuma evidência de risco aumentado de embolia pulmonar ou de trombose venosa profunda.

A Health Canada garante que os benefícios da vacina continuam a superar os riscos. No entanto, países como Irlanda, Dinamarca, Noruega e Islândia suspenderam temporariamente a injeção depois dos relatos de que alguns utentes chegaram a desenvolver coágulos sanguíneos.

As autoridades suspeitam que os problemas estariam num lote específico fabricado na Europa. As 500 mil doses iniciais da vacina que chegaram ao Canadá foram fabricadas pelo Serum Institute, na Índia. No total, dois milhões chegam do país asiático.

A AstraZeneca disse que não existiam quaisquer problemas no que à qualidade de qualquer um dos lotes da vacina diz respeito.

Especialistas canadianos mostram-se satisfeitos com a investigação da Agência Europeia do Medicamento, ao dizerem que qualquer reação às vacinas justifica uma revisão.

Vale lembrar que a Health Canada aprovou a vacina para pessoas com mais de 18 anos, mas o Comité Consultivo Nacional de Imunização não aconselha a dose a pessoas com mais de 65 anos. Os especialistas esperam por dados mais precisos.