ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: INVERNOS QUENTES ESTÃO A DEIXAR LAGOS SEM GELO NO HEMISFÉRIO NORTE, REVELA ESTUDO

Foto: Michael Höffken/Pixabay
Foto: Michael Höffken/Pixabay

Mais de cinco mil lagos por todo o mundo podem ficar sem gelo até ao final do século. A conclusão é de um novo estudo, que dá conta dos impactos dos invernos mais quentes no meio ambiente.

As alterações climáticas estão a ter um efeito generalizado nos lagos do hemisfério norte, descobriu um novo estudo.

A investigação, publicada na revista norte-americana Geophysical Research Letters, examinou 122 lagos de 1939 a 2016 na América do Norte, Europa e Ásia. Descobriu que, desde 1978, é cada vez mais comum não haver formação anual de gelo.

Esses anos sem gelo ameaçam a subsistência das pessoas que dependem dele, mas também podem causar impactos ecológicos profundos.

Sapna Sharma, uma das autoras do estudo e investigadora da York University, em Toronto, diz que a ausência de gelo potencia a multiplicação de algas tóxicas. Além disso, compromete o período de desova dos animais e pode afetar as populações de peixes debaixo do gelo.

O Ártico também levanta preocupações, por estar a aquecer três vezes mais rápido do que qualquer outro lugar do mundo. O aquecimento faz derreter o subsolo, o que pode afetar a qualidade da água nas comunidades do Norte.

Dos milhões de lagos do mundo, o estudo sugere que mais de 5 mil podem ficar sem gelo até o final do século.