
Várias testemunhas depõem esta semana no polémico caso que envolve MengWanzhou. A defesa quer provar que a detenção da executiva da Huawei foi ilegal e impedir a sua extradição para os Estados Unidos.
O processo de extradição de Meng Wanzhou continua a decorrer no Canadá. Na última semana de outubro, foi a vez de várias testemunhas começarem a ser ouvidas, a pedido dos advogados da empresária de topo da Huawei. A expetativa é que sejam 10 as pessoas a testemunhar no caso, no espaço de duas semanas.
A defesa quer provar que a detenção de Wanzhou, no aeroporto de Vancouver foi ilegal e impedir a extradição da executiva para os Estados Unidos, onde é acusada de fraude. De recordar, que a empresária foi presa no dia 1 de dezembro de 2018, ao chegar ao Canadá, num voo vindo de Hong Kong.
A primeira testemunha a ser ouvida no Supremo Tribunal de B.C. foi um agente da Royal Canadian Mounted Police. Winston Yep disse ter optado, em conjunto com os serviços fronteiriços do Canadá, por prender Wanzhou depois de esta passar no controlo de segurança do aeroporto e não imediatamente após a aterragem, por uma questão de segurança pública.
Yep contou ainda que, na altura, não sabia exatamente quem Meng Whanzou era. Apesar disso, teve logo a certeza de que se tratava de uma pessoa importante.
