

Os portugueses estão a viver cada vez mais tempo, o que está a cortar o valor das reformas. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou ontem o corte de 4,78 por cento nas pensões este ano em virtude do fator de sustentabilidade.
Em média, quem chega aos 65 anos tem mais18,84 anos de vida pela frente, chegando aos 83,34 anos. Isto implica que o Estado tem de pagar reformas por mais anos, numa altura em que as contas da Segurança Social são frágeis. A solução encontrada foi fazer depender o valor da pensão desta esperança média de vida: conforme aumenta, sobe o corte na reforma. A alternativa para os Portugueses é trabalharem mais tempo para receberem a pensão por inteiro. Quem se quiser reformar este ano e que tenha uma carreira contributiva entre 15 e 25 anos terá de trabalhar mais 14 meses e meio para não sofrer qualquer corte. Nas carreiras contributivas mais longas, os meses de trabalho para lá dos 65 são menos: 10 no caso de carreiras entre os 25 e os 34, sete meses entre os 35 e 39 anos de descontos, e cinco meses para carreiras com mais de 40 anos. Os que optarem por se reformar aos 65 anos, sem estes meses adicionais de trabalho, sofrem um corte de 4,78% na pensão. São quase menos 50 euros em cada mil de pensão.
