EXISTEM LIMITES PARA O CONSENSO

Carlos Costa fez um discurso cheio de metáfora para deixar mensagem aos atores políticos
Carlos Costa fez um discurso cheio de metáfora para deixar mensagem aos atores políticos
Carlos Costa fez um discurso cheio de metáfora para deixar mensagem aos atores políticos
Carlos Costa fez um discurso cheio de metáfora para deixar mensagem aos atores políticos

Políticos ignoram limitações do País quando fazem propostas. Poiares Maduro diz que o Constitucional “limita a liberdade e de decisão democrática”.
Para o governador do Banco de Portugal é preciso que os responsáveis políticos e sociais cheguem a um consenso para a reforma do Estado, mas o entendimento não pode passar por cima das limitações a que Portugal está sujeito pelo programa de ajustamento económico. “Falta por parte dos atores que legitimamente têm interesses conflituantes, a noção de que o compromisso possível não pode ir contra as restrições que se colocam ao País”, afirmou ontem Carlos Costa num debate sobre a reforma institucional, promovido pelo Banco de Portugal e pela Fundação Calouste Gulbenkian.
O supervisor deixou ainda um duro recado sobre algumas das ideias reformistas que têm surgido na opinião pública. “A quantidade de propostas que ignoram os limites e as restrições é excessiva para uma sociedade que faz parte da União Económica e Monetária” sublinhou o líder do banco central, deixando ainda a ironia de que “os que ignoram as restrições acordam sempre de manhã com pesadelos”.