SENADORES CRITICAM CERB E DEFENDEM RENDIMENTO BÁSICO

Foto: shankar s./Flickr
Foto: shankar s./Flickr

O Canada Emergency Response Benefit (CERB) “não é uma solução permanente” para as dificuldades laborais vividas pelos canadianos. É o que consta de um novo relatório feito pelo comité das Finanças do Senado, que defende a criação de um novo rendimento básico.

Um grupo de senadores do comité nacional das Finanças do Canadá redigiu um relatório, em que enumera as fragilidades de um dos subsídios de emergência mais populares da pandemia. O documento diz que o Canada Emergency Response Benefit “não é uma solução permanente” para os problemas dos canadianos cujos empregos foram impactos pelo coronavírus. De recordar que o subsídio de 500 dólares semanais já ajudou milhões de trabalhadores que ficaram parcialmente parados ou que simplesmente perderam o emprego. Os senadores admitem que a ajuda é “vital”, mas alertam que o CERB exclui algumas pessoas que já viviam em situação de pobreza antes da pandemia, além de ter critérios inflexíveis para muitos outros trabalhadores. O relatório antecipa dificuldades na procura de empregos, sobretudo no turismo e na aviação civil, setores que vão demorar mais tempo a recuperar. Alguns postos de trabalho poderão mesmo não voltar a existir, devido as falências que se verificaram. Por essa razão, defendem a criação de um rendimento mínimo garantido. Trata-se uma espécie de pagamento sem contrapartidas, que o governo faria às pessoas, em substituição das ajudas direcionadas a necessidades específicas. Os senadores apelam a que o governo federal trabalhe em conjunto com governos provinciais, territoriais e indígenas, dando atenção “plena, justa e prioritária” à eventual criação desse rendimento básico.