
A luso-canadiana Ana Bailão está a ser alvo de críticas, no âmbito do movimento “Black Lives Matter”. O escritório da vice-presidente da Câmara de Toronto foi mesmo intervencionado por alguns manifestantes. Em causa está uma moção, que a política não aprovou.
O movimento “Black Lives Matter” tem ganho força em Toronto, com várias manifestações contra a violência policial, o racismo sistémico e falta de capacitação dos polícias. A polémica também está a atingir o universo político. Recentemente, o vereador Josh Matlow propôs cortes de 10% no financiamento policial, mas a moção foi chumbada no Conselho Municipal. Em alternativa, foi aprovada a moção de John Tory, que prevê outras mudanças na polícia, incluindo a implementação de medidas antirracistas e a instalação de câmaras nas fardas dos agentes. Ana Bailão, vice-presidente da Câmara de Toronto, foi uma das que votou contra a proposta de Josh Matlow. Por essa razão, tem sido alvo de críticas. O escritório da luso-canadiana foi mesmo intervencionado por alguns manifestantes. Na segunda-feira, dia 6 de julho, foi afixada, no edifício da política, a frase “estou a oprimir os meus vizinhos”, com destaque para a sigla OPP, em referência à Ontario Provincial Police. Um dia depois, juntaram-se cartazes a apelar aos cortes de financiamento. No seu site, Ana Bailão explica porque é que não votou a favor da moção de Josh Matlow. A vice-presidente concorda que é preciso reformar as estruturas policiais, mas alega que essa proposta poderia conduzir a atrasos burocráticos e a uma potencial situação de estagnação.
