
Um homem de 62 anos morreu este fim de semana durante uma intervenção policial em Mississauga. O episódio já deu origem a protestos, por alegado uso excessivo de força. O caso está a ser investigado.
A unidade que investiga a conduta dos polícias em Ontário tem um novo caso em mãos: no sábado, dia 20 de junho, um homem de 62 anos morreu num tiroteio em Mississauga, durante uma intervenção policial. De acordo com a polícia regional de Peel, as equipas de emergência foram chamadas a um apartamento na Morningstar Drive, pouco antes das 17h10. Na origem do alerta, um homem diagnosticado com esquizofrenia que estava em crise por não ter tomado a medicação. Ao que diz a polícia, o homem barricou-se dentro de casa e recusou-se a falar. Os agentes decidiram então entrar, tendo recebido a informação de que Ejaz Choudry, de 62 anos, tinha acesso a armas. Pouco depois, foram disparados tiros pela polícia e o homem morreu. A família apela a um inquérito público e diz não confiar na investigação que já está em curso. O sobrinho da vítima fala em uso excessivo de força. Hasim Choudry conta que a família não foi autorizada a tentar acalmar o tio. O presidente do Conselho Muçulmano de Peel acrescenta que a polícia não atuou de forma a acalmar o ambiente. Ibrahim Hindy não vê sentido na conduta dos polícias de Peel e diz que foi descontrolada e excessiva. Mais tarde, no domingo, multidões marcharam pelas ruas de Mississauga para protestar contra as ações da polícia. De acordo com as autoridades, os manifestantes ocuparam um cruzamento perto de onde Choudry morava, montando tendas e cadeiras na rua.
