
Castro Marim, 01 set (Lusa) — Fernanda Cristino e Maria Romão têm 68 e 80 anos, residem numa aldeia do concelho de Castro Marim e aguardam que terminem as obras para levar água às suas casas, pela primeira vez nas suas vidas.
Em pleno século XXI, há meia centena de povoações serranas do concelho de Castro Marim, no Algarve, que ainda não dispõem de água domiciliária tratada e onde o abastecimento é feito através de fontanários públicos ou furos dos próprios habitantes, mas onde nos últimos anos as dificuldades de abastecimento têm sido cada vez maiores, como disseram à agência Lusa as duas moradoras da povoação de Cerro do Enho.
O presidente da Câmara, Francisco Amaral, disse à Lusa que durante muitos anos o município esperou por fundos comunitários que pudessem ajudar a suportar o custo dos trabalhos, mas agora decidiu avançar “per si” com as obras para acabar com uma “injustiça” que tornava os habitantes “de segunda”, sem acesso a água potável.
