
As ações das autoridades canadianas aquando da detenção de Meng Wanzhou, no aeroporto de Vancouver, “não foram nada sinistras”. Quem o diz é a coroa britânica, em reação às alegações da equipa jurídica da dirigente da Huawei. A defesa argumenta que os direitos constitucionais de Wanzhou foram violados. As alegações foram feitas no Supremo Tribunal do Canadá. A defesa argumenta que o direito ao silêncio de Meng Wanzhou não foi respeitado, no dia em que foi detida. Os interrogatórios não deveriam ter acontecido, alega, até à chegada de um advogado. Um procurador da coroa britânica rebate agora essa linha de argumentação. Robert Frater diz que os oficiais que questionaram a dirigente da Huwei seguiram todas as obrigações legais. Além disso, não há qualquer tipo de conspiração contra Wanzhou, como acrescenta o procurador. De recordar, que Meng Wanzhou foi presa no Canadá a pedido dos Estados Unidos. Os tribunais americanos acusam a empresária de contornar sanções ao Irão e de roubar segredos industriais ao grupo de telecomunicações T-Mobile. A audiência de extradição está prevista para janeiro de 2020.
