
Lisboa, 14 ago (Lusa) — As emigrações recentes de portugueses são menos definitivas, registando-se frequentes saídas e reentradas no país, o que significa que Portugal “não está a perder os seus melhores recursos para sempre”, disse à Lusa o coordenador de um estudo nacional.
“Os movimentos migratórios, hoje, são provavelmente mais rápidos e certamente mais circulares que eram no passado. Em vez de os portugueses irem lá para fora, passarem uma vida inteira e depois eventualmente virem passar a reforma a Portugal, o que encontramos hoje são muitas saídas de pessoas muito jovens, por vezes muito qualificadas, mas com posteriores reentradas”, afirmou João Peixoto, professor catedrático no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), coordenador do estudo “Remigr”, que pretende estudar o fenómeno das migrações portuguesas desde o início do século XXI.
Para o responsável, não está em causa “uma perda definitiva, para sempre”.
