
A Nasa testou sistemas de travagem na sonda em forma de disco voador para desenvolver aterragens mais sofisticadas que se adaptem as condições aerodinâmicas de Marte e permitam futuras viagens de seres humanos ao planeta.
De acordo com a experiência, a descolagem começa com a ajuda de uma balão de hélio, que eleva o disco, batizado de LDSD (“Low Density Supersonic Decelerator”), a 35 quilómetros de altitude e assim aconteceu durante mais de duas horas.
Ao atingir essa altura, o balão foi libertado e um potente motor Star-48 com pequenos foguetes lançou o LDSD para o topo da estratosfera, acima dos 50 quilómetros de altitude, a uma velocidade quatro vezes superior à do som e só ao atingir esta velocidade é que a missão de colocar os dispositivos de travagem em ação começou.
Perante condições atmosféricas semelhantes às de Marte, os cientistas usaram um anel de kevlar, fibra sintética usada em coletes à prova de bala, que insuflou e abrandou a velocidade para metade, considerando o teste com sucesso.
Já negativo deu o teste dum paraquedas com 34 metros de diâmetro, que deveria ter insuflado e permitido uma suave aterragem ao longo de mais de 40 minutos, mas não funcionou e o LDSD caiu à água.
As equipas presentes no local começaram de imediato as operações para recuperar os dispositivos de gravação, que vão permitir aos especialistas da NASA analisar os dados e perceber o que falhou com o paraquedas.
