Lisboa, 12 jan (Lusa) – O antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos assumiu hoje a escolha de Santos Ferreira e Armando Vara para presidente e vogal, respetivamente, da administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), afastando qualquer interferência do então primeiro-ministro, José Sócrates.
“Nunca recebi do engenheiro Sócrates nenhumas indicações sobre os nomes das pessoas que deviam entrar para a administração da CGD. A decisão foi minha, sem ouvir o engenheiro Sócrates. Transmiti-lhe a minha escolha”, afirmou o responsável durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão do banco público.
Depois de já ter dito que decidiu afastar a gestão da CGD devido à situação de instabilidade que existia na altura (2005) em torno do banco público, Teixeira dos Santos considerou que a própria equipa de gestão, que era à época liderada por Vítor Martins, não se mostrou capaz de colocar um ponto final nas polémicas que existiam.
