
Lisboa, 05 dez (Lusa) – A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que o défice até setembro tenha representado 2,8% do PIB, um valor que fica acima do objetivo do Governo para 2016 e que aumenta os desafios sobre a meta.
Numa nota sobre a execução orçamental até outubro, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a UTAO estima que o défice das administrações públicas em contabilidade nacional, a que importa para Bruxelas, se tenha situado entre 2,5% e 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro a setembro de 2016, uma estimativa que aponta para um valor central de 2,8%.
A confirmar-se, esta estimativa da UTAO demonstra que o défice nos primeiros nove meses do ano ficou “acima, quer da estimativa anual apresentada no Orçamento do Estado para 2017 [2,4%], quer do limite máximo para o défice recomendado pela Comissão Europeia”, que é de 2,5%.
