
Lisboa, 24 nov (Lusa) – O Ministério Público acusou 131 arguidos por associação criminosa, corrupção e falsidade informática, praticados nas diferentes qualidades de donos de escolas de condução, instrutores, examinadores e particulares interessados na obtenção ilegal de cartas de condução, foi hoje divulgado.
Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), entre os arguidos figuram sociedades donas de centros de exame, tendo no processo o Ministério Público (MP) requerido a declaração de perda a favor do Estado das quantias ilicitamente obtidas pelos arguidos enquanto produto dos crimes, de montante superior a 619.500 euros.
“Foram recolhidos indícios suficientes de que um grupo de arguidos se dedicava com permanência e estabilidade ao auxílio de interessados na obtenção ilícita de cartas de condução sem que para tal estivessem habilitados, mediante um esquema de intervenção fraudulenta durante as provas de condução teórica, em conluio com os próprios examinadores”, refere a PGDL.
