
Lisboa, 29 out (Lusa) – O PSD anunciou hoje que vai desdobrar o projeto de lei que visa acabar com a exceção “escandalosa” para os administradores da CGD, autonomizando o ponto relativo à transparência para promover o consenso entre os partidos no parlamento.
Na sexta-feira, o PSD deu entrada no parlamento de um projeto de lei para voltar a incluir a Caixa Geral de Depósitos (CGD) no âmbito da aplicação da lei que regula o Estatuto do gestor público, (lei 71/2007), ao revogar o ponto 2 do artigo 1.º, pretendendo fixar na lei os critérios da “razoabilidade e adequação” nos salários dos gestores públicos, num diploma que visa ainda garantir que a administração da CGD fica obrigada aos deveres de transparência.
Hoje, em declarações à agência Lusa, o líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, antecipou que os sociais-democratas vão “desdobrar a proposta apresentada sexta-feira”, considerando que esta questão é uma “pouca-vergonha” porque “é absolutamente escandaloso que o presidente da Caixa se dê ao luxo de afirmar publicamente que não cumpre essa disposição legal e o Governo lave daí as mãos dizendo que não é nada consigo”.
