
Arouca, Aveiro, 16 ago (Lusa) – Autarcas e ambientalistas de Arouca exigiram hoje do Governo a imposição de limites à plantação de eucalipto nos 170 quilómetros quadrados de área ardida no concelho, por essa espécie “arder como pólvora” quando outras resistem melhor ao fogo.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara defende que essa medida é essencial para evitar “erros do passado” ao nível da gestão florestal.
“Já em 2005 perdemos 90 quilómetros quadrados e não se aprendeu nada. Cada proprietário fez como lhe apeteceu, só se plantou eucalipto e ele agora ardeu todo como pólvora, enquanto as zonas que tinham árvores autóctones funcionaram muito melhor como barreira ao incêndio, por essas espécies demonstrarem maior resistência ao fogo”, diz José Artur Neves.
