Londres, 13 jun (Lusa) – A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que o Governo de Moçambique vai “acabar por tomar medidas para recuperar o apoio dos doadores” e reformar as empresas deficitárias, mas uma mudança política rápida é improvável.
“Esperamos que o Governo acabe por tomar medidas para recuperar o apoio dos doadores e reforme as empresas públicas deficitárias, mas para um partido dominante que está relutante em permitir transparência orçamental e é ideologicamente oposto à privatização, uma mudança política rápida é improvável”, escrevem os analistas da Economist.
De acordo com uma nota de análise com o título ‘A austeridade morde’, a que a Lusa teve acesso, os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist escrevem que “a transparência e a privatização são direções políticas que não estão normalmente dentro da cabeça do partido no poder, e o Governo vai estar relutante em aceitar que Moçambique precisa de ajuda externa”.
