
Muxúnguè, Moçambique, 12 mar (Lusa) – Camionistas e passageiros de viaturas de transporte consideram um “alto risco” enfrentar o troço Save-Muxúnguè da principal estrada de Moçambique e sujeito a escoltas militares obrigatórias, após uma sequência de emboscadas, e descrito como um “corredor de morte”.
“Isso é entrar para um corredor de morte. Você entra no troço já condenado à morte e, quando sai vivo, parece que foi amnistiado”, diz à Lusa Sérgio Cristóvão, camionista, enquanto espera a coluna montada ao longo de cem quilómetros na província de Sofala, relembrando memórias que julgava afastadas do período da guerra civil, encerrada há mais de duas décadas.
Naquela altura, conta Sérgio Cristóvão, as escoltas eram de Save a Inchope, já na província de Manica, mas “o risco que era igual ao de hoje”, sustentando que atualmente as armas das duas partes são mais “sofisticadas e mortíferas”, referindo-se às Forças de Defesa e Segurança e ao braço armado da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), que voltaram a confrontar-se após o maior partido de oposição não ter reconhecido o resultado das eleições gerais de 2014 e exigir governar nas seis províncias onde reivindica vitória.
