
Lisboa, 11 mar (Lusa) — A defesa de José Sócrates criticou hoje o Ministério Público por não ter ainda fixado um prazo para concluir o inquérito e “estar à pesca em mar alto” para obter “nova prova”, com cartas rogatórias para Angola e Inglaterra.
Reagindo à entrevista do diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) sobre o inquérito relativo à Operação Marquês, Pedro Delille, um dos advogados de Sócrates, disse à Lusa que Amadeu Guerra omitiu uma questão importante, ou seja que, desde 19 de outubro, ainda não foi fixado pelo Ministério Público (MP) qualquer prazo para a conclusão do inquérito” que envolve o antigo chefe do governo.
A defesa de Sócrates invoca que o Tribunal da Relação de Lisboa fixou em 19 de outubro de 2015 o prazo em que o inquérito relativo à Operação Marquês deveria estar concluído.