Maputo, 05 mar (Lusa) – Quarenta e oito por cento das raparigas moçambicanas casam-se antes dos 18 anos, uma situação agravada pela ineficiente implementação da legislação, disse à Lusa a oficial de programa no Fórum da Sociedade Civil para os Diretos Criança.
“Esta situação é lastimável e este dado revela que são necessárias medidas urgentes para combater este mal”, defendeu Mwema Uaciquete, apontando a pobreza, os altos índices do analfabetismo e os hábitos culturais como as principais causas dos casamentos prematuros em Moçambique.
Nas zonas mais recônditas, a participação da mulher nos processos decisórios ainda é um desafio em Moçambique e o Governo tem adotado políticas de inclusão como forma de responder à situação, facilitando, por exemplo, o seu acesso à educação.
