REDES SOCIAIS SÃO “ARMA DE ELEIÇÃO” EM TERMOS DE PROTESTO – INVESTIGADOR

LusaLisboa, 17 jan (Lusa) – A intenção, expressa pelo governo angolano, de controlar as redes sociais, onde diz ser “questionado” e “ridicularizado”, decorre do facto de estas constituírem uma “arma de eleição” em termos de protesto, assinalou o investigador Gustavo Cardoso.

De acordo com o docente do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), “independentemente de estarmos a olhar para democracias ou para regimes totalitários, em termos de protestos e em termos das pessoas tentarem fazer ouvir a sua voz, cada vez mais as redes sociais são uma arma de eleição”.

Em Angola, as redes sociais têm sido utilizadas para criticar a governação do país, liderado pelo MPLA desde 1975, ou para convocar manifestações e outras ações de protesto, bem como para divulgar alegados abusos dos direitos humanos pelas autoridades.