ALEJANDRO MARQUE VENCE 75ª VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA

Consagração. Companheiros erguem Alejandro Marque na festa da OFM feita em Viseu
Consagração. Companheiros erguem Alejandro Marque na festa da OFM feita em Viseu
Consagração. Companheiros erguem Alejandro Marque na festa da OFM feita em Viseu
Consagração. Companheiros erguem Alejandro Marque na festa da OFM feita em Viseu

Alejandro Marque é o senhor que se segue no palmarés da Volta a Portugal. O galego, de 31 anos, sucede ao compatriota e amigo David Blanco (recordista de triunfos – cinco) e logo para conquistar a edição bodas de diamante. Tanto o ciclista da OFM-Quinta da Lixa como Blanco têm um carinho enorme pelo nosso país, onde fizeram grande parte da carreira – Marque, aliás, compete por cá desde que se tornou profissional, há dez anos – e com sucesso.
“Dez anos em Portugal é quase uma vida. A verdade é que já me sinto português, sempre fui muito bem tratado por todas as equipas por onde passei e pelos adeptos do ciclismo”, confessou Marque a Record, que adianta ainda mais um dado curioso e que diz bem da forte ligação ao nosso país: “Quando vou correr a Espanha, fico mesmo com a sensação de que sou um estrangeiro lá.”
A carreira profissional do ciclista de La Estrada, localidade de Pontevedra, começou em 2004. Foi a equipa do Carvalhelhos-Boavista (atual Rádio Popular-Onda) que lhe abriu as portas da fronteira para o ciclismo português. Seguiram-se outras formações, para chegar este ano ao conjunto liderado por José Barros. Partiu para esta Volta como a segunda aposta, atrás do compatriota e também amigo Gustavo Veloso – 2.º da classificação geral –, mas as aptidões no contrarrelógio (em 2012 foi 3.º no Nacional em Espanha e este ano 5.º) acabaram por fazer a diferença. Todavia, foi preciso muito mais para chegar à camisola amarela.
“Já trabalhei muito nesta vida de ciclista. Sacrifiquei-me, a mim e à família, para chegar onde estou agora. Se valeu a pena? Sim. Mas houve momentos difíceis, em que não via futuro. Cheguei mesmo a ponderar deixar o ciclismo.”