
Lisboa, 28 set (Lusa) – O advogado de defesa de José Sócrates acusou hoje o procurador-geral adjunto Rosário Teixeira de “recorrer a manobras dilatórias típicas de má-fé processual” para impedir o acesso da defesa do ex-primeiro-ministro aos autos de investigação.
João Araújo falava à agência Lusa junto do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, depois de entregar na secretaria do Tribunal um requerimento a pedir ao juiz Carlos Alexandre que faça cumprir um acórdão da Relação de Lisboa, de quinta-feira passada, no qual a instância superior decidiu fazer cair o segredo de justiça interno aos autos de investigação da “Operação Marquês”, permitindo à defesa de José Sócrates ter acesso aos autos.
No último sábado os advogados de José Sócrates disseram que o procurador Rosário Teixeira pediu a aclaração da decisão dos juízes desembargadores Rui Rangel (relator) e Francisco Caramelo, que, na última quinta-feira, decidiram que não se justifica a continuação do segredo de justiça na “Operação Marquês”.
