
Mais de seis milhões de viajantes que deram entrada no Canadá desde o início da pandemia, em março do ano passado, não foram obrigados a completar a quarentena obrigatória. São dados da Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá.
Os números são preocupantes. Cerca de 6,3 milhões de viajantes que entraram no Canadá, por via aérea ou terrestre, desde o início da pandemia, em março de 2020, foram isentos de completar a quarentena obrigatória. Quem o diz é a CBSA, a Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá, num dos seus recentes relatórios.
Este número representa cerca de 74% dos 8,6 milhões de viajantes que deram entrada em território canadiano desde que a quarentena obrigatória passou a ser uma norma no país.
São na maioria, motoristas de camiões de mercadorias e outros indivíduos no setor do transporte comercial. Mas, nessa mesma lista, estão incluídos, também, agentes transfronteiriços, outros profissionais em viagens a trabalho e residentes em regresso de viagens de lazer ao estrangeiro.
De acordo com a Agência, 92% dos viajantes que chegaram ao Canadá por via terrestre, desde março de 2020, estavam isentos de praticar a quarentena. Já os que chegaram por via aérea, cerca de dois milhões, 91% destes foram obrigados a completá-la.
Os especialistas no setor advertem que o Governo canadiano deve priorizar a vacinação de trabalhadores essenciais, tais como os condutores de camiões de carga comercial e tripulações de companhias aéreas. Além disso, aconselham implementar uma maior monitorização das chegadas ao país
O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, já veio responder a esta situação na sua conferência, no dia 29 de janeiro, onde apresentou novas medidas para as fronteiras canadianas.
Todos os voos para locais ensolarados foram suspensos até 30 de abril. Quem entrar no país pelos aeroportos, será agora obrigado a fazer um teste à Covid-19 e deverá ficar em isolamento num hotel, pago pelo viajante, até três dias da espera pelos resultados.
Se for negativo, ainda assim deverá cumprir a quarentena em casa e os casos positivos vão fazer a quarentena num local designado pelo Governo. Para além disso, mesmo os viajantes essenciais passarão a ter de apresentar testes negativos nas fronteiras terrestres.
