
Nicósia, 23 abr 2026 (Lusa) – O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou hoje a validação definitiva pelos líderes europeus de um empréstimo de 90 mil milhões de euros ao país em guerra com a Rússia desde fevereiro de 2022.
“Este pacote reforçará o nosso exército, tornará a Ucrânia mais resiliente e permitir-nos-á cumprir as nossas obrigações sociais para com os ucranianos”, afirmou numa mensagem publicada nas redes sociais.
“É importante que a Ucrânia obtenha este nível de certeza financeira, após mais de quatro anos de guerra em grande escala”, acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Zelensky chegou hoje a Chipre para participar numa cimeira informal da União Europeia (UE), após a validação definitiva do empréstimo à Ucrânia.
O empréstimo foi desbloqueado após o levantamento do veto da Hungria e da Eslováquia, que o tinham bloqueado até ao fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, entretanto restabelecido.
O acordo prevê que os fundos sejam disponibilizados ao longo de 2026 e 2027 para financiar a defesa e as despesas estruturais do Estado ucraniano.
Zelensky deverá participar em Chipre no encontro de chefes de Estado e de Governo, em que Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O líder ucraniano deverá também manter reuniões bilaterais com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse o seu porta-voz, Sergii Nykyforov.
A cimeira informal, que decorre entre hoje e sexta-feira sob a presidência rotativa cipriota do Conselho da UE, centra-se na segurança energética e na arquitetura de defesa europeia.
A participação presencial de Zelensky em Nicósia, em vez da habitual intervenção por videoconferência, surge num momento em que Kiev procura acelerar o processo de integração europeia.
Zelensky defendeu durante o voo para Chipre que a Ucrânia merece uma adesão plena à UE e não uma integração simbólica.
“Sejamos justos. A Ucrânia não precisa de uma adesão simbólica à UE. A Ucrânia defende-se a si própria e defende, sem dúvida, a Europa (…), não simbolicamente, mas realmente”, ao combater a invasão russa, afirmou.
“Merecemos uma plena adesão à UE”, acrescentou, ao reagir a uma notícia do jornal britânico Financial Times, segundo a qual a França e a Alemanha pretendem oferecer, nesta fase, apenas vantagens simbólicas à Ucrânia.
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