
Jody Wilson-Raybould não vai entrar nas próximas eleições federais. O foco em mudanças nos povos indígenas está na origem da agora ex-candidata.
Foi no site eleitoral na manhã de quinta-feira, que Jody Wilson-Raybould anunciou que não vai querer ser reeleita como deputada federal independente de Vancouver-Granville e, em vez disso, muda o foco para trabalhar fora da política federal. O objetivo principal da agora ex-candidata passa por criar mudanças para os povos indígenas.
“Tenho-me olhado no espelho. Tenho-me perguntado o que posso fazer a seguir, por menor que seja, para ajudar a resolver os problemas que enfrentamos localmente e além. Eu sei que, neste momento, esses esforços não estarão no Parlamento”, escreve Wilson-Raybould.
A deputada independente passou, pela primeira vez, a representar Vancouver-Granville como liberal em 2015 e foi nomeada para o gabinete federal, onde atuou como a primeira procuradora-geral indígena do país até 2019.
Foi nessa altura que terá sido inesperadamente enviada para a pasta de assuntos dos veteranos. Renunciou logo depois, quando o escândalo da SNC-Lavalin atingiu o primeiro-ministro Justin Trudeau.
Wilson-Raybould fez acusações de interferência política por parte do líder do Canadá e dos altos funcionários no caso de uma gigante da engenharia de Montreal no tribunal criminal, acusando-os de pressioná-la a fechar um acordo com a empresa para evitar um processo criminal por supostamente subornar funcionários da Líbia.
As alegações levaram a audiências do comité em que Trudeau e os principais conselheiros testemunharam sobre as ações de Wilson-Raybould. Uma investigação do comissário de ética federal determinou que Justin Trudeau violou as regras ao tentar exercer pressão indevida para conseguir evitar um processo criminal .
Depois de Wilson-Raybould ter falado sobre as preocupações, Trudeau expulsou-a do partido liberal, assim como Jane Philpott, outra estrela em ascensão que também expressou preocupação sobre o tratamento do primeiro-ministro face às alegações de Wilson-Raybould.
Philpott e Wilson-Raybould tentaram concorrer como deputadas independentes. Uma batalha difícil para os políticos num sistema que favorece candidatos a partidos oficiais. No entanto, Wilson-Raybould foi a única a reconquistar o assento parlamentar numa eleição de outubro de 2019.
Desde então, atuou como deputada independente.



