Vida selvagem: Governo está a perder a paciência segundo especialistas

Foto: Wikipedia
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De acordo com os especialistas, o ultimato do ministro federal do Meio Ambiente, Steven Guilbeault, ao Governo do Quebec sobre a proteção das renas é um sinal de que o Governo do Canadá está a perder a paciência com as províncias que não estão a cumprir a responsabilidade de proteger a vida selvagem. Até 20 de abril, o Governo do Quebec tem de fornecer um plano que garanta a proteção das renas.

Steven Guilbeault, ministro federal do Meio Ambiente, fez um ultimato ao Governo do Quebec sobre a proteção das renas. Para os especialistas é um sinal de que o Governo do Canadá está a perder a paciência com as províncias que não estão a cumprir com a proteção da vida selvagem.

Rachel Plotkin, especialista em renas da Fundação David Suzuki, disse numa entrevista à imprensa canadiana que “como ativista que esteve envolvida na tentativa de defender as ferramentas sob a Lei de Espécies em Risco, estou muito animada ao ver que um ministro parece estar finalmente disposto a colocar essas ferramentas em ação”.

Plotkin diz que o Governo federal pediu às províncias que produzissem planos para proteger o habitat das renas em 2012 e que agora “o Governo federal está cansado de esperar que as províncias façam a coisa certa e, por isso, a sua paciência está a esgotar-se”.

Em Montreal, Guilbeault disse que, embora Ottawa tenha recentemente chegado a um acordo com Alberta sobre um plano de proteção e esteja a negociar com British Columbia e Ontário, “infelizmente, parece haver pouca vontade por parte do Governo de Quebec”.

Jeremy Kerr, professor de biologia da Universidade de Ottawa, disse que a decisão de Guilbeault foi “um lembrete de que os ministérios provinciais do meio ambiente realmente precisam de cumprir as suas responsabilidades”.

Caso não existam planos para defender a vida selvagem, Guilbeault disse que vai recomendar que o gabinete emita um decreto para proteger partes do habitat dos animais no território do Quebec, independentemente das objeções do Governo da província.