
Perto de 1,700 canadianos puderam viajar sem a vacina contra a Covid-19, nos primeiros meses em que o mandato vacinal das viagens esteve em vigor. Os números acabaram de ser divulgados pelas operadoras ferroviárias e companhias aéreas do Canadá.
Nos primeiros cinco meses em que canadianos não vacinados foram proibidos de embarcar em aviões e comboios, as operadoras ferroviárias e companhias aéreas concederam cerca de 1.700 isenções para permitir que os não imunizados viajassem.
As informações constam de uma declaração do Governo, apresentada em resposta a duas ações judiciais contra os mandatos de vacinação de viagens, anunciados antes das eleições de 2021 e em vigor a partir de 30 de outubro do mesmo ano.
As ações judiciais contestam a constitucionalidade dos mandatos de viagem, argumentando que infringem vários direitos dos cidadãos.
No entanto, quando o mandato de viagem entrou em vigor em outubro do ano passado, o Governo garantiu dar isenções para que os viajantes não vacinados se pudessem deslocar pelo país.
Foram criadas várias categorias de isenção. Os canadianos poderiam viajar sem vacinas, caso estivessem a fugir de uma situação de emergência, como um desastre natural, se estivessem medicamente incapazes de receber uma vacina, se tivessem uma crença religiosa contrária à vacinação ou se tivessem de viajar por um motivo de interesse nacional.
Nos primeiros cinco meses em que a regra esteve em vigor, foram submetidos perto de 4.300 pedidos de isenção sob estas categorias.
Mais tarde, a 20 de junho de 2022, o Governo liberal suspendeu os requisitos de vacinação aplicados a viajantes aéreos e ferroviários, citando “uma melhoria na situação de saúde pública no Canadá”.



