Viagens internacionais: Certos países não aceitam viajantes com mistura de vacinas

Foto: Matthew Barra/Pexels
Foto: Matthew Barra/Pexels

Com o aligeirar das restrições para viagens internacionais e com as altas taxas de vacinação, muitos canadianos e outros viajantes ponderam rumar a outros países. No entanto, nem todas as nações e empresas de turismo aceitam a mistura de duas vacinas, sejam elas da mesma composição ou não. Saiba todos os pormenores a partir de agora.

Os cidadãos vacinados que estão a pensar viajar para fora do país podem agora deparar-se com restrições e rejeições da parte de alguns países ou empresas de turismo que não reconhecem a mistura das vacinas contra a Covid-19.

Foi recentemente que a autoridade de saúde do Canadá deu luz verde para misturar e combinar vacinas contra o novo coronavírus, mas nem todos reconhecem uma mistura de doses de diferentes fabricantes como uma imunização total.

E, na verdade, milhões de canadianos já o fizeram. De acordo com a Health Canada, mais de 1 milhão de canadianos misturaram doses em junho.

Sendo assim, que nações, empresas e comércio turístico aceitam e não aceitam as misturas?

Ora, atualmente, o Centro de Controlo de Doenças (CDC), o principal órgão de saúde dos EUA, não reconhece um indivíduo como totalmente imunizado que tenha recebido uma mistura de uma vacina de vetor viral, como a da AstraZeneca, com uma vacina de mRNA, como a da Pfizer ou da Moderna. No entanto, a agência norte-americana aprova uma mistura de duas vacinas de mRNA, como a da Pfizer e da Moderna.

Como tal, muitas empresas de cruzeiros estão a seguir as orientações do CDC para decidirem quem pode embarcar.

É o caso do Princess Cruises, do Celebrity Cruises, do Carnival Cruise Line e do Holland America, que não aceitam clientes que misturaram uma vacina da AstraZeneca com uma vacina de mRNA.

Já a Norwegian Cruise Line vai mais longe e não aceita qualquer mistura de vacinas, incluindo duas doses de mRNA, a partir dos portos dos EUA. Por outro lado, aceita apenas a mistura de combinações AstraZeneca-SK Bio, Pfizer-BioNTech ou Moderna de portos fora dos EUA.

Em resultado, muitos canadianos foram apanhados de surpresa com algumas dessas políticas.

O Comité Consultivo de Imunização Nacional do Canadá (NACI) aprovou a mistura de vacinas, incluindo a da AstraZeneca com uma vacina de mRNA.

Segundo especialistas em infeciologia, não há evidências que mostrem que misturar e combinar vacinas seja prejudicial. E acrescentam que certos estudos sugerem que misturar uma dose da AstraZeneca com uma segunda dose da Pfizer é melhor para criar uma resposta de anticorpos ao vírus.

Além de cruzeiros, alguns países têm as próprias políticas na mistura de vacinas, bem como a vacina Covishield – a versão indiana da AstraZeneca.

Trinidad e Tobago, por exemplo, não está a aceitar viajantes com uma mistura de vacinas da Moderna e da Pfizer, mas permite uma mistura da AstraZeneca com uma da Pfizer ou da Moderna. Barbados reverteu a política em julho para permitir a vacinação mista.

Noutras partes do Caribe, a Jamaica vai aceitar qualquer pessoa com duas doses de uma vacina aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), misturada ou não. Cuba e a República Dominicana não têm quaisquer requisitos de vacina.

Na Europa, vários países, como Itália, Portugal e Polónia, não reconhecem a Covishield, que foi aprovada no Canadá e já foi administrada a mais de 80 mil canadianos. Isso significa que os visitantes com essa vacina devem ficar de quarentena e fazer um teste à Covid-19.

Já um outro número crescente de países europeus aceita essa vacina, incluindo a Espanha, a Grécia, a Islândia e a França.