
Redação, 27 abr 2026 (Lusa) — Vasco Vilaça, que no sábado venceu, no Uzbequistão, a primeira etapa das nove do Mundial de triatlo de 2026, confia que chegará aos Jogos Los Angeles2028 no momento de carreira perfeito para atingir o sonhado pódio olímpico.
“Acho que [28 anos] é uma idade ótima para atingir esse sonho. É o balanço perfeito entre a experiência e a juventude. Em Brisbane2032, com 32 anos, já passei um bocadinho a minha juventude e é capaz de me faltar aquela velocidade ou aquela capacidade de regeneração como têm os atletas mais novos. Em Paris2024, era demasiado jovem, se calhar com pouca experiência, principalmente em Jogos Olímpicos. Por isso, em LA2028 será a altura ideal para tentar concretizar o sonho”, assumiu.
O atleta de 26 anos falava à Lusa depois de no sábado ter vencido a etapa de Samarcanda, concluindo o desafio em 01:43.33 horas, quatro segundos mais rápido do que o alemão Henry Graf, segundo classificado, e oito do que o canadiano Charles Paquet, terceiro.
O primeiro ouro no seu currículo após 10 pódios em Mundiais deixou Vasco Vilaça sedento de “mais triunfos” na competição, um objetivo que acumula com o de voltar ao pódio final na competição, depois do bronze alcançado em 2025, no termo do circuito.
“Finalmente a medalha de ouro. É o resultado mais perfeito dos meus mundiais, sem dúvida. Há muito tempo que andava à procura desta medalha e, finalmente, conseguir lá chegar tem um sabor muito especial, principalmente por ter sido tão difícil, por ter demorado tantos anos, embora tenha feito muitos pódios. Mas há muito tempo que andava à procura deste sabor à medalha de ouro que ainda não tinha conseguido experimentar”, reconheceu, em declarações à agência Lusa.
Este êxito vem na sequência do terceiro lugar final do circuito mundial de 2025, “algo muito especial e também algo que andava há muito tempo à procura”, uma vez que já tinha sido quarto: em 2020, foi vice-campeão do Mundo, mas na altura, devido à covid-19 e limitações competitivas, tratou-se de prova única.
“Claro que gostei muito de tudo isto, pelo que quero voltar a poder estar no pódio, não só em etapas, mas no ranking geral no final do ano”, garantiu.
O triatleta luso tem mais oito etapas do Mundial até à finalíssima de setembro, em Pontevedra, Espanha, porém vai falhar já a próxima, no Japão, a “mais distante”, para poder focar-se no treino com o seu grupo de trabalho em Girona, conjugado com estágio em altitude, em Font Romeu, nos Pirenéus franceses.
Se os êxitos individuais fazem parte do dia a dia de um atleta de alta competição, Vasco Vilaça destaca também os coletivos, já que está focado em ajudar a qualificar um terceiro elemento masculino para os Jogos Olímpicos, depois do seu quinto lugar em França, onde esteve acompanhado de Ricardo Batista, sexto.
“Além de sermos muito bons, somos uma equipa. Somos muito unidos e isso ajuda muito”, elogiou, referindo-se a Ricardo Batista, Miguel Tiago Silva e a João Nuno Batista, “um atleta mais novo, muito bom e que com alguma experiência vai também subir bastante no ranking”.
Vasco Vilaça destaca a comunicação e entreajuda entre todos nas provas, “uma pequena vantagem em relação a outros países”, além de se sentir “mais protegido” em qualquer prova face aos benefícios da forte empatia dentro do grupo.
O português volta a competir no final de maio em Alghero, Sardenha, Itália, na terceira etapa do Mundial, sendo que a primeira, que estava prevista para março em Abu Dhabi, não se realizou devido à guerra no Médio Oriente iniciada com o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão.
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