Vandalização de ferrovia provoca descarrilamento de dois comboios em Moçambique

Maputo, 30 nov 2025 (Lusa) – Dois comboios de mercadoria descarrilaram devido à vandalização da linha férrea na província moçambicana de Sofala, no centro do país, disse hoje à Lusa fonte da empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

De acordo com a fonte dos CFM, os incidentes, registados na noite de sábado e madrugada de domingo (hoje) no distrito de Dondo, foram causados por “atos de sabotagem” na linha, o que resultou no descarrilamento de dois comboios de transporte de carvão mineral, sem registo de vítimas.

A empresa moçambicana aponta para um prejuízo de cerca de dois milhões de dólares (1,7 milhões de euros) devido ao descarrilamento e prevê repor o funcionamento da linha em 24 horas. 

Em 03 de novembro, a empresa pública anunciou a interrupção da circulação de comboio no distrito de Dondo, causada pela vandalização da ferrovia, provocando ferimentos a um dos maquinistas e um prejuízo financeiro avaliado em cerca de sete milhões de dólares (6,4 milhões de euros). 

A circulação foi reposta cerca de dez dias depois do descarrilamento provocado pela vandalização da infraestrutura, investigada pela polícia, que suspeita de antigos trabalhadores.

Também a rede ferroviária sul dos CFM somou este ano prejuízos de dois milhões de dólares (1,7 milhões de euros) com roubos e vandalizações de infraestruturas, anunciou a empresa em setembro.

Em declarações aos jornalistas à margem do Fórum de Prevenção e Combate à Vandalização de Infraestruturas Públicas, Arnaldo Manjate, diretor de operações ferroviárias dos CFM-Sul, adiantou que só este ano, foram roubados equipamentos e vandalizados aparelhos da linha férrea, incluindo de mudança de via, que custaram à empresa cerca de cinco milhões de meticais (cerca de 67 mil euros), incluindo devido ao arremesso de pedras contra as locomotivas.

Segundo o responsável, a região sul dos CFM tem sofrido também com roubos de carris e travessas metálicas, entre outras peças, ao longo das linhas férreas, materiais que são depois vendidos a sucateiras, conforme informação avançada pela empresa.

A rede ferroviária moçambicana divide-se em três zonas, sul, centro e norte, não conectadas diretamente, mas que por sua vez ligam a vários países vizinhos, como África do Sul, Essuatíni e Zimbabué.

SYCO (PVJ) // SCA

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