
O órgão consultivo de vacinas do Canadá recomendou, na terça-feira, injeções de reforço contra a Covid-19 para residentes de cuidados continuados no país. O objetivo é aumentar a proteção e prevenir surtos, especialmente com a variante Delta ainda bastante presente e perigosa.
Os canadianos que vivem em lares de cuidados continuados e outros locais de assistência coletiva, como lares de idosos ou instalações de vida assistida, devem receber uma injeção de reforço da vacina contra a Covid-19. Essa é a recomendação do órgão consultivo de vacinas do Canadá, dado na terça-feira.
A orientação atualizada chega mais de duas semanas depois do painel consultivo ter recomendado que os canadianos moderada a gravemente imuno comprometidos deveriam receber três doses de uma vacina de mRNA autorizada no país, como é, por exemplo, a vacina da Pfizer-BioNTech ou da Moderna.
No comunicado, o painel diz que oferecer uma dose de reforço pra residentes de cuidados continuados ajudará a aumentar a proteção e prevenir surtos, já que a variante Delta abastece uma quarta onda de Covid-19 no Canadá.
O Comité Consultivo de Imunização Nacional (NACI) não dita políticas, mas as recomendações feitas pelo organismo até agora serviram como um guia fundamental para os formuladores de políticas durante a pandemia.
O NACI especificou que recomenda aos residentes de cuidados continuados uma terceira dose de uma vacina de mRNA contra a Covid-19, pelo menos, seis meses após a segunda. O grupo acrescentou que uma injeção de reforço de uma vacina de vetor viral autorizada no Canadá deve ser considerada apenas quando outras vacinas forem “contraindicadas ou inacessíveis”.
A declaração apontou que, embora aqueles que vivem em cuidados continuados representem apenas pouco mais de 1% da população canadiana, esses residentes “foram responsáveis por aproximadamente dois terços de todas as mortes relatadas e associadas àCovid-19 durante a primeira e segunda vaga da pandemia e metade de todas as mortes registadas até ao momento”.
O NACI explicou que existem várias razões por detrás da mudança na recomendação. Uma delas é a crescente evidência de que a imunidade fornecida pelas vacinas pode diminuir ligeiramente com o tempo.



