Vacinação e corrupção: Reforço às crianças do país; 10 passaportes falsos no Quebec

FOTO: UNSPLASH
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A equipa de anticorrupção do Quebec diz que foram emitidos 10 passaportes de vacinação falsos na província. As multas podem atingir os 6 mil dólares. A situação acontece numa altura em que foi aprovada a primeira vacina de reforço à Covid-19 para crianças de todo o país

O Ministério da Saúde do Canadá revelou na sexta-feira, 19 de agosto, ter autorizado a vacina contra a Covid-19 da Pfizer para crianças dos cinco aos 11 anos de idade, pelo menos seis meses após terem completado a segunda dose.

Através da nova orientação também divulgada na sexta-feira, o Comité Consultivo Nacional de Vacinação recomendou que a terceira dose fosse dada a crianças imunocomprometidas.

Para todas as outras crianças, o Comité garantiu que uma primeira dose de reforço da vacina Pfizer-BioNTech pode ser oferecida pelo menos seis meses após a toma da última dose.

No Quebec, o Commissaire à la lutte contre la corruption (UPAC) lançou no passado mês de janeiro uma investigação em larga escala sobre casos de alegada fraude relacionada com a produção e venda de passaportes de vacinação falsos.

Na altura, foi exigido aos cidadãos da província que apresentassem provas de vacinação para ter acesso a certas empresas, tais como ginásios, bares e restaurantes, como parte de medidas sanitárias relacionadas com a pandemia.

A equipa de anticorrupção confirmou na quinta-feira, 18 de agosto, que 10 passaportes foram distribuídos nas últimas semanas no âmbito da investigação.

É possível que mais multas, que podem chegar aos 6 mil dólares, também sejam distribuídas em breve. A UPAC confirmou ter apresentado mais de 200 casos ao Ministério Público da província desde o início da investigação.

Certo é que o sistema de provas de vacinação da província chegou ao fim em meados de março, depois de o Governo ter começado lentamente a eliminar a medida. O ministro da saúde do Québec disse que poderia ser restabelecido, se necessário.