
Na Faculdade de Direito da Universidade de Toronto, alguns professores vão optar por aulas sem computadores portáteis.
A decisão não abrange toda a faculdade. Cada professor poderá escolher se restringe ou não o uso destes equipamentos, de acordo com o seu método de ensino.
A direção defende que escrever tudo no computador pode dificultar a compreensão da matéria. Já a escrita à mão obriga os alunos a selecionar a informação mais importante, a processá-la e a acompanhar melhor as discussões.
A faculdade manifesta também preocupação com o uso crescente da tecnologia e de ferramentas de inteligência artificial durante as aulas.
Mas a proposta está longe de ser consensual. A Students’ Law Society recebeu 208 respostas a um inquérito, quase 30% dos alunos. Desses, 163 consideram que a medida não vai beneficiar a sua formação em Direito.
A principal crÃtica está na falta de escolha. Os estudantes defendem que, enquanto adultos numa formação profissional, devem poder decidir qual a forma de aprendizagem que melhor funciona para cada um.
A acessibilidade é outra das preocupações levantadas pela associação de estudantes.
Os alunos vão saber quais as disciplinas abrangidas quando forem divulgados os programas dos cursos.
Entre a caneta e o teclado, a discussão está lançada. A faculdade aposta numa aprendizagem mais concentrada e participativa; os estudantes pedem liberdade para escolher a forma de aprender.



