
Bruxelas, 19 mai 2026 (Lusa) — A presidente da Comissão Europeia classificou hoje a Turquia como “um parceiro fundamental” da União Europeia numa “região em turbulência”, após ataques israelo-americanos contra o Irão e a resposta de Teerão contra países do Golfo.
“Excelente conversa com o Presidente Recep Tayyip Erdogan. A Turquia é um parceiro fundamental numa região em turbulência”, escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X, após um contacto telefónico com o chefe de Estado turco.
“Os nossos interesses convergem: manter as rotas comerciais abertas, garantir o fluxo de energia e a estabilidade das cadeias de abastecimento. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração nestas prioridades”, vincou.
De acordo com Ursula von der Leyen, “a UE aprecia os esforços da Turquia para apoiar a redução das tensões e uma resolução diplomática do conflito com o Irão”.
Após os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão, no final de fevereiro passado, e consequente resposta iraniana, a Turquia tem assumido um papel estratégico e diplomático, procurando equilibrar as suas relações com o Ocidente, o Médio Oriente e os seus próprios interesses regionais.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, tem apelado à contenção e criticado ações militares que possam agravar a instabilidade no Médio Oriente, ao mesmo tempo que tenta posicionar a Turquia como mediadora regional.
Neste chamada telefónica, von der Leyen e Erdogan também discutiram o Mediterrâneo Oriental e a questão de Chipre, além de terem sublinhado “a importância das relações entre a UE e a Turquia”, adiantou a líder do executivo comunitário.
“A UE está pronta para apoiar o processo liderado pela Organização das Nações Unidas em todas as fases”, concluiu a responsável, numa alusão aos esforços diplomáticos para uma solução negociada e reunificação da ilha de Chipre.
A Turquia invadiu Chipre em 1974, após um golpe pró-Grécia na ilha, justificando a intervenção com a proteção da comunidade cipriota turca.
Desde então, Chipre permanece dividido entre o sul reconhecido internacionalmente e o norte apoiado por Ancara.
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