
O Canadá está entre os mais de 100 países que se comprometeram na terça-feira a acabar com a desflorestação na próxima década. Os ativistas querem ver todos os detalhes para entender o impacto total da promessa dos líderes mundiais.
O Canadá disse sim à desflorestação na próxima década. Ao país da América do Norte juntaram-se mais de 100 países. A Grã-Bretanha saudou o compromisso como a primeira grande conquista da conferência climática da ONU, que acontece este mês na cidade escocesa de Glasgow.
Mais de 19 mil milhões de dólares em fundos públicos e privados foram prometidos para o plano.
As florestas são ecossistemas importantes e fornecem uma forma crítica de absorção de dióxido de carbono que é o principal gás de efeito estufa da atmosfera. Só que o valor da madeira como mercadoria e a crescente procura por terras agrícolas estão a levar à destruição generalizada e muitas vezes ilegal de florestas, especialmente nos países em desenvolvimento.
Os especialistas alertaram que acordos semelhantes no passado não foram eficazes.
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, começou o segundo e último dia nas negociações anuais sobre o clima, a apresentar o preço do carbono do Canadá como um dos mais ambiciosos e rigorosos do mundo.
“O que um preço forte do carbono faz, quando bem projetado, é na verdade direcionar esses sinais de preço para o setor privado, transformar a economia e apoiar os cidadãos, incentivando-os a fazer melhores escolhas”.
O líder canadiano pressionou o mundo a ter 60% das emissões mundiais de gases de efeito estufa cobertas por um preço sobre a poluição em 2030.
A anfitriã Grã-Bretanha já disse que vai ser a última oportunidade realista de manter o aquecimento global em 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais que foi a meta que o mundo estabeleceu, em Paris, há seis anos.
O aumento do aquecimento nas próximas décadas derreteria grande parte do gelo do planeta, aumentaria os níveis globais do mar assim como a probabilidade e intensidade de condições climáticas extremas, dizem os cientistas.
Após a aprovação da desflorestação até ao ano de 2030, os líderes mundiais comprometeram-se em reduzir as emissões de metano em cerca de 30%. O acordo é considerado o maior avanço da Conferência da ONU sobre o clima (COP26) até ao momento.



