
Brasília, 25 mar 2026 (Lusa) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil declarou na terça-feira a inelegibilidade por oito anos do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, que havia renunciado ao cargo um dia antes.
A maioria dos juízes que compõem o TSE “entendeu que Castro praticou abuso de poder político e económico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas Eleições Gerais de 2022”, indicou em comunicado o tribunal.
Para além de Cláudio Castro foram ainda tornados ineligiveis, também por oito anos, Rodrigo Bacellar (deputado estadual e presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Thiago Pampolha (ex-vice-governador) e Gabriel Rodrigues Lopes (ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro.
Cláudio Castro já reagiu à decisão nas redes sociais, garantindo que irá recorrer da decisão.
“Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população. Recebo com grande inconformismo a decisão”, escreveu.
Um dia antes da decisão, o governador do Rio de Janeiro politicamente ligado à direita brasileira e apoiante do ex-presidente Jair Bolsonaro, renunciou ao cargo.
O seu sucessor, que ocupará o mandato até ao final de 2026, será escolhido pelos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a imprensa local, a saída do governador do cargo pode ser usada como uma manobra pela defesa, podendo Claudio Castro alegar que como já não ocupa mais o cargo o julgamento não teria qualquer sentido.
O ex-governador do Rio de Janeiro pretende candidatar-se ao senado nas eleições gerais de outubro.
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