Treinador de futsal do Sporting diz que “mesmo roçando a perfeição” será difícil bater tricampeão na final da LC

Pesaro, Itália, 09 mai 2026 (Lusa) — O treinador de futsal do Sporting, Nuno Dias, antecipou hoje muitas dificuldades na final de domingo da Liga dos Campeões, considerando que, “mesmo roçando a perfeição”, tal não garante uma vitória frente aos tricampeões em título.

Na conferência de imprensa de antecipação da final, que se realiza no domingo em Pesaro, Itália, Nuno Dias, que antes do jogo das meias-finais frente aos também espanhóis do Cartagena pedira uma exibição “a roçar a perfeição”, disse hoje que agora nem isso garante a vitória, frente a “uma equipa super completa”.

“Vamos defrontar os campeões europeus. Temos jogado algumas vezes [contra o Palma] e temos perdido. É uma equipa com muita qualidade, por isso é que é tricampeã europeia, por isso é que ganhou três vezes seguidas esta competição. Nunca ninguém tinha conseguido, e isso diz bem da qualidade desta equipa”, afirmou o técnico português.

De acordo com Nuno Dias, “só conseguindo roçar a perfeição”, o Sporting poderá aspirar a erguer a Liga dos Campeões pela terceira vez, “mas, mesmo roçando a perfeição, isso não garante” uma vitória sobre o Palma, porque, se a equipa das Baleares também estiver ao mesmo nível, irá “criar muitas dificuldades”.

“Para terem uma ideia, não me recordo de uma equipa numa meia-final da ‘Champions’ estar a perder por cinco golos e conseguir dar a volta. Isso só está ao alcance dos melhores. É um adversário com uma qualidade extrema e pelo qual temos o máximo respeito”, disse, referindo-se à ‘remontada’ da véspera do Palma frente aos franceses do Étoile Lavalloise, nas meias-finais.

O Palma, vencedor das três últimas edições, garantiu na sexta-feira nova presença na final, ao bater os franceses no desempate das grandes penalidades (5-4), após ter recuperado de uma desvantagem de cinco golos: a equipa das Ilhas Baleares chegou a estar a perder por 6-1, mas conseguiu chegar ao empate a seis golos, levando o jogo para prolongamento, durante o qual o marcador não sofreu alteração.

Nuno Dias insistiu que o Palma “é uma equipa super completa, com muita qualidade para todas as posições” e é de tal forma completa “que por isso é que tem ganho, por isso é que tem tido sucesso, por isso é que tem tido inúmeras conquistas internacionais e tem vencido tantas vezes”.

Depois de, na conferência de imprensa conjunta com o técnico do Palma, Antonio Vadillo, este ter dito que o Sporting “é melhor”, o treinador ‘leonino’ rejeitou essa ideia, disse que “o favoritismo é 50-50”, e lembrou os mais recentes confrontos entre as duas equipas ao mais alto nível, na ‘final four’ da Liga dos Campeões (final de 2022/23 e nas meias-finais da época passada), ambos ganhos pela equipa das Baleares.

“Em relação àquilo que o Vadillo disse, nós não somos nada melhores. Se fossemos melhores, ganhávamos mais vezes, e o que é certo é que em jogos ‘a contar’ para alguma coisa, as duas vezes que jogámos com o Palma, perdemos as duas. O melhor é quem ganha, e o Palma tem sido melhor do que o Sporting. E nós para ganharmos ao Palma, temos de ser melhor do que aquilo que temos sido, senão o resultado vai ser o mesmo”, disse.

O Sporting disputa no domingo, frente ao Palma, tricampeão europeu em título, a sua oitava final da Liga dos Campeões, em busca do terceiro título, após ter vencido na sexta-feira os também espanhóis do Cartagena por 6-5, nas grandes penalidades, após as igualdades 3-3 no prolongamento e 2-2 no tempo regulamentar.

Os ‘leões’ procuram conquistar a ‘Champions’ pela terceira vez, depois dos triunfos nas edições de 2018/19 e 2020/21, numa final que se disputará na Pesaro Futsal Arena, em Pesaro, Itália, a partir das 18:00 locais (17:00 em Lisboa), e que tem a lotação de 7.000 lugares esgotada, segundo avançou hoje a organização, a cargo da UEFA e da Federação Italiana de Futebol (FIGC).

Sporting e Palma reeditam a final de 2023/24, que os espanhóis ganharam no desempate por grandes penalidades (5-3) depois de um empate a um golo.

*** André Campos, enviado da agência Lusa ***

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