
O corte dos serviços da Rogers, que recentemente deixou milhares de canadianos sem acesso à Internet e ao telefone, levou o Governo federal a exigir acordo entre operadoras de telecomunicações. O ministro federal da Indústria fala em passos iniciais de “senso comum”.
O ministro federal da Indústria ordenou às operadoras de telecomunicações do Canadá a firmarem um acordo formal. O objetivo é aumentar a confiança das redes, após a interrupção generalizada que cortou os serviços sem fios e de internet da Rogers em todo o país na sexta-feira, dia 8 de julho.
François-Philippe Champagne exige que as principais empresas de telecomunicações do Canadá implementem uma estrutura de entreajuda. A ideia é que se apoiem umas às outras, durante eventuais interrupções da rede.
De acordo com a proposta do ministro, as empresas também teriam de disponibilizar, em contextos de crise, roaming de emergência aos clientes. Por outro lado, seria ainda criado um protocolo de comunicação para garantir a atualização dos consumidores sobre a situação.
Esta parceria seria semelhante a uma estrutura criada pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos a 6 de julho. Champagne disse aos jornalistas que pediu que o acordo fosse implementado no prazo de 60 dias. Representantes de várias empresas, incluindo da Rogers, manifestaram apoio à iniciativa.
No entanto, três fontes do setor das telecomunicações disseram que tal estrutura não teria impedido ou resolvido o corte da rede que deixou os clientes da Rogers em todo o país sem internet e serviços de telefone residencial, porque a interrupção foi resultado de um mau funcionamento na rede principal da Rogers.



