
Lisboa, 13 abr (Lusa) – A Sociedade Ponto Verde deixou de pagar à s unidades de tratamento mecânico, que retiram do lixo materiais para reciclagem, por considerar ser um ato voluntário, e aquelas empresas alertam para o risco de aumentarem tarifas e recuarem nos investimentos.
“O que está em discussão é a obrigatoriedade, ou não, destes valores continuarem a ser pagos, entendemos que sim e estamos a aguardar pelas novas licenças do SIGRE [Sistema Integrado de Gestão de ResÃduos de Embalagem] para clarificar de uma vez por todas a situação”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação de Empresas Gestoras de Sistemas de ResÃduos (EGSRA).
“Estamos com três meses sem receitas destes materiais e os tratamentos mecânicos continuam a funcionar, se houver uma diminuição das receitas de futuro, se o novo modelo [das entidades gestoras de resÃduos] assim o determinar, isso leva inevitavelmente a um aumento da tarifa dos sistemas aos municÃpios que, por sua vez, têm de agravar aos munÃcipes, aos cidadãos”, e a uma redução dos investimentos, gerando “o desvio de trajetórias previstas no PERSU 2020”, o plano para os resÃduos, explicou Paulo Praça.



