
Shah Alam, Malásia, 01 abr (Lusa) – Um juiz malaio condenou hoje a três anos e quatro meses de prisão a vietnamita acusada de matar o meio-irmão do lÃder norte-coreano por “causar dano voluntário com arma perigosa”.
Doan Thi Huong pode ser libertada na primeira semana de maio, em resultado da redução de um terço da pena por bom comportamento, adiantou o seu advogado, Hisyam Teh Poh Teik.
A mulher encontrava-se detida há mais de dois anos, na sequência da morte de Kim Jong-nam, em 13 de fevereiro de 2017, com VX, um agente neurotóxico e uma versão altamente letal do gás sarÃn.
Após ouvir a sentença, Huong levantou-se do banco dos réus e, através do tradutor, agradeceu ao juiz, aos promotores e aos governos da Malásia e do Vietname.
Aos jornalistas, quando abandonava o tribunal, disse que estava feliz e espera ser cantora e atriz quando regressar ao Vietname.
O tribunal malaio tinha rejeitado a 14 de março a libertação de Doan Thi Huong, poucos dias depois de ter deixado cair a 14 de março as acusações sobre a outra ré, Siti Aisyah, uma indonésia.
O episódio fatal teve lugar num terminal do aeroporto em Kuala Lumpur. As duas mulheres alegaram estarem convencidas de que se encontravam a participar numa brincadeira para um programa de TV.
As acusadas disseram à s autoridades que toda a situação tinha sido orquestrada por um grupo de quatro homens, identificados como cidadãos norte-coreanos pela polÃcia malaia. Os homens pagaram 80 dólares a cada uma das suspeitas.
De acordo com a polÃcia, os quatro embarcaram, na sequência do ataque, num avião com destino a Pyongyang.
Desde o primeiro momento que os serviços secretos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos atribuÃram o crime a agentes norte-coreanos, mas Pyongyang argumentou que a morte foi provocada por um ataque cardÃaco e acusou as autoridades da Malásia de conspirarem com os seus inimigos.
As autoridades da Malásia nunca acusaram oficialmente a Coreia do Norte e deixaram claro que não querem que o julgamento seja politizado.
Kim Jong-nam, que viajava com um passaporte com o nome de Kim Chol, ia embarcar para Macau, onde vivia exilado. Era o filho mais velho da atual geração da famÃlia governante da Coreia do Norte e vivia no exterior há anos.
Vários analistas consideraram que Kim Jong-nam poderá ter sido visto como uma ameaça ao lÃder norte-coreano, Kim Jong-un.
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