
Lisboa, 11 jun 2026 (Lusa) — A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse hoje que a subida dos juros em 25 pontos base é “um sinal e é necessário”, assegurando que a decisão foi unânime e que outras alternativas não foram debatidas.
A decisão tomada de subir em 25 pontos base “é claramente um sinal e é necessário dado a situação económica que se vive, a incerteza que se está a navegar e a previsão de inflação” que a equipa do BCE fez, assegurou Lagarde, na conferência de imprensa, em Frankfurt, após a reunião de dois dias.
A responsável adiantou ainda que a decisão “foi unânime, sem reservas”, apontando que não foram discutidas ou debatidas outras alternativas, como um corte maior ou uma pausa.
Segundo a presidente do BCE, a discussão foi baseada no choque de energia que se observa desde o inÃcio de março e que “se mantém por mais tempo do que era esperado por especialistas de geopolÃtica e que estamos a ver ser alargado pela economia com custos diretos e indiretos.
Lagarde salientou ainda que, segundo as previsões da equipa do Eurosistema, a inflação deve atingir os 3% este ano e continuar no arranque do próximo, sendo que apenas deve voltar à meta de 2% na segunda metade de 2027.
No seguimento de uma questão sobre se comentários afetaram a decisão, Lagarde reiterou que o BCE não tem sido complacente. “Temos feito o nosso trabalho e vamos continuar a fazê-lo”, assegurou.
O BCE decidiu hoje subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.
O ministro das Finanças considerou hoje que a subida das taxas de juro anunciada pelo BCE devido à s pressões inflacionistas da guerra no Médio Oriente “não era absolutamente necessária”, sendo uma “crise diferente da de 2022”.
“Naturalmente há uma preocupação do Banco Central Europeu [BCE]. O BCE, que teve uma ação muito importante em 2022 [na anterior crise energética], entendeu dar este primeiro sinal ao mercado, mas veremos nos próximos meses. Eu mantenho a minha opinião de que podia não ter dado este sinal e não era absolutamente necessário, mas respeito naturalmente o mandato e a independência do BCE”, disse Joaquim Miranda Sarmento.
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