
Cidade de Gaza, Palestina, 19 nov 2025 (Lusa) – O número de mortos nos bombardeamentos israelitas em toda a Faixa de Gaza subiu hoje para 22, indicou um novo balanço das autoridades palestinianas.
Um balanço anterior das autoridades palestinianas dava conta de pelo menos 14 mortos nestes ataques que Israel afirmou ter efetuado contra o movimento islamita Hamas, apresentados como retaliação por ataques aos soldados israelitas em violação da trégua.
O exército israelita acusou “diversos terroristas de abrirem fogo” contra os militares na zona de Khan Yunis (a sul da Faixa de Gaza), sem causarem ferimentos, em disparos que considerou constituírem “uma violação do acordo de cessar-fogo”, em vigor desde 10 de outubro.
“Em resposta, [o exército] começou a atacar alvos terroristas do Hamas em toda a Faixa de Gaza”, afirmaram os militares israelitas em comunicado.
Os ataques israelitas mataram 12 pessoas na cidade de Gaza, de acordo com a Defesa Civil palestiniana, organização de socorro que opera sob a autoridade do Hamas.
O porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal, anunciou, em vídeo, que 10 pessoas morreram na região de Khan Yunis.
Estes ataques surgiram dias depois de ter sido aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU uma resolução de apoio ao plano norte-americano para Gaza que autoriza o estabelecimento de uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) temporária no enclave.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, saudou o plano de paz para Gaza, baseado em propostas do Presidente norte-americano, Donald Trump.
A resolução determina a formação da ISF para garantir, até dezembro de 2027, as fronteiras de Gaza com Israel e o Egito, proteger civis e corredores humanitários e capacitar uma nova força policial palestiniana.
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