
Lisboa, 06 dez (Lusa) – Diogo Freitas do Amaral lembra hoje Mário Soares como o “adversário muito difícil” que o exercício do poder torna “um homem tolerante”, e que lhe enviou flores no dia seguinte a tê-lo derrotado nas presidenciais de 1986.
“Toda aquela combatividade e energia sem contemplações que ele tinha no combate político, depois, no exercício do poder, transformava-se num líder magnânimo, tolerante, aberto a todos”, declarou Freitas do Amaral, em entrevista à Agência Lusa.
A propósito dos 90 anos que Mário Soares completa no domingo, Freitas do Amaral lembrou o seu adversário nas eleições presidenciais de 1986 disputadas em duas voltas. Soares venceu com 51, 18 % contra os 48,82 % de Freitas, depois de o último ter tido 46,31 % na primeira volta, enquanto Soares tinha obtido 25, 43%.
