SHELL VAI DOAR AS CONTROVERSAS LICENÇAS DE EXPLORAÇÃO DO ÁRTICO AO GOVERNO

O quebra-gelo da Guarda Costeira do Canadá Louis S. St-Laurent navega passando ao lado de um iceberg em Lancaster Sound, nesta foto de julho de 2008. (Jonathan Hayward / The Canadian Press)
O quebra-gelo da Guarda Costeira do Canadá Louis S. St-Laurent navega passando ao lado de um iceberg em Lancaster Sound, nesta foto de julho de 2008. (Jonathan Hayward / The Canadian Press)
O quebra-gelo da Guarda Costeira do Canadá Louis S. St-Laurent navega passando ao lado de um iceberg em Lancaster Sound, nesta foto de julho de 2008. (Jonathan Hayward / The Canadian Press)
O quebra-gelo da Guarda Costeira do Canadá Louis S. St-Laurent navega passando ao lado de um iceberg em Lancaster Sound, nesta foto de julho de 2008. (Jonathan Hayward / The Canadian Press)

A Shell Canadá está a doar as suas controversas licenças de exploração de energia no Ártico para abrir caminho para a criação de uma terceira área marinha protegida nacional do Canadá.
As 30 autorizações legalmente questionáveis estão a ser dadas à Nature Conservancy of Canada, que por sua vez as entregou ao governo federal.
“(A região) é adjacente ao local onde o governo já disse que gostaria de estabelecer uma conservação, de modo que a nossa esperança é que isso vai contribuir para uma área muito maior de conservação marinha no Norte”, disse o presidente da Shell Canadá, Michael Crothers.
As autorizações cobrem 8.600 quilómetros quadrados ao norte da ilha de Baffin, no portão oriental da Passagem Noroeste. Estas também abrangem as águas de Lancaster Sound, uma área particularmente rica de Baffin Bay, que é o lar de belugas, narvais, focas, morsas e muitos outros animais do Ártico.
Inuit, que depende da área para a caça, tem procurado ter a superfície declarada uma área de conservação marinha desde meados da década de 1980.
O Ministro das Pescas Dominic LeBlanc disse durante uma cimeira dedicada ao Dia Mundial dos Oceanos, em Otava, na quarta-feira, que o governo precisa encontrar uma maneira mais rápida para criar áreas de conservação marinha e prometeu “eliminar anos de inação”.
O anúncio vem uma semana depois que um relatório da Canadian Parks and Wilderness Society descobriu que os três governos norte-americanos estão aquém das suas promessas de proteger os ambientes marinhos.
O Canadá, México e os Estados Unidos comprometeram-se a proteger, pelo menos, 10 por cento das suas águas. O relatório indica que menos de um por cento dos oceanos ao largo do continente estão em áreas protegidas de pleno funcionamento, com estatuto legal permanente e um plano de gestão.
Fonte: Canadian Press