
É o segundo ano consecutivo que as celebrações do Senhor Santo Cristo, na ilha açoriana de São Miguel, são feitas sob restrições pandémicas. Isso impediu que fossem feitas várias procissões e momentos de veneração na cidade de Ponta Delgada.
Nem a Festa do Senhor de Santo Cristo nos Açores escapa às medidas de restrição implementadas pelas autoridades de Ponta Delgada. Já é a segunda vez que os Açores festeja sem as habituais tradições e procissões, com as celebrações apenas através de uma transmissão televisiva e nas plataformas digitais. Tudo por causa da pandemia.
Este ano, a festa religiosa em Ponta Delgada decorreu entre os dias 8 e 9 de maio, e foi presidida por D. João Lavrador, o bispo da Diocese de Angra de Heroísmo. As celebrações foram feitas com a colaboração do Conservatório Regional de Ponta Delgada, o Coral de São José e alguns músicos locais. Para os fiéis, ficou a possibilidade de visitarem a imagem no Santuário até ao dia 7.
Na homilia da celebração, o bispo pede a Deus uma situação mais justa para os seres humanos dentro do quadro pandémico. O líder católico assumiu que foi necessário restringir as celebrações dadas as circunstâncias atuais.
Mas nem sempre foi assim. Antes da pandemia, a Festa do Senhor de Santo Cristo nos Açores permitia que milhares de pessoas se juntassem às procissões e pudessem venerar a imagem.
A festa religiosa é um culto tradicional açoriano e não só é celebrada nos Açores, em ilhas como São Miguel, Santa Maria, Graciosa, São Jorge, Caldeira e Flores, como também em Portugal continental e pela diáspora no mundo fora.
As celebrações em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres são feitas há mais de três séculos e é uma das maiores manifestações religiosas portuguesas.
Nela pode acompanhar-se o Santo Cristo dos Milagres – a peça de arte sacra do Convento de Nossa Senhora da Esperança, em Ponta Delgada – sempre revestido de uma capa adereçada.
